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O que é um data logger e para que serve no laboratório escolar?

O que faz exatamente, em que se diferencia de um sensor e por que muda o que uma turma pode medir.

Um data logger é um dispositivo que registra automaticamente medições ao longo do tempo. Conecta-se a um ou mais sensores, faz leituras em um intervalo definido — de milhares por segundo a uma por hora — e guarda cada uma com o horário exato. No laboratório escolar substitui a tarefa de ler um instrumento e anotar o valor à mão: em vez de uma tabela de dez pontos tomados a olho, a turma obtém uma curva contínua que pode representar em gráfico e analisar.

Como funciona, passo a passo

Data logger, sensor e interface: a confusão mais comum

Os três termos são usados como sinônimos nos catálogos e não são a mesma coisa. O sensor é o que mede. A interface é a caixa intermediária que conecta um ou vários sensores a um computador, mas não guarda nada sozinha. O data logger é o que registra e armazena, e pode continuar coletando sem estar conectado a nada.

A distinção importa na hora de comprar. Um sensor moderno de laboratório escolar costuma trazer o data logger incorporado: mede, digitaliza, armazena e transmite por Bluetooth ou USB sem nenhuma caixa adicional. Isso elimina o cabo, a interface e boa parte do tempo de montagem da aula, e é a razão pela qual os sistemas de sensor independente substituíram as interfaces multicanal na sala.

Para que é usado em aula

O que verificar antes de comprar um

Perguntas frequentes

Qual é a diferença entre um data logger e um sensor?

O sensor mede uma grandeza física e a converte em sinal; o data logger registra esse sinal ao longo do tempo e o armazena com sua marca de tempo. Um sensor sozinho dá um valor instantâneo, como um termômetro. O data logger é o que transforma essa leitura isolada em uma série que pode ser representada em gráfico. Nos equipamentos escolares atuais, ambas as funções costumam vir no mesmo dispositivo.

É necessário um computador para usar um data logger?

Nem sempre. Muitos equipamentos registram de forma autônoma e guardam os dados na própria memória para baixá-los depois, o que permite deixá-los medindo a noite toda ou em campo. Para ver e analisar os dados é necessário um computador, tablet ou celular com o software correspondente, embora na maioria dos sistemas escolares atuais baste um celular.

Que frequência de amostragem um laboratório escolar precisa?

Depende do fenômeno, e convém escolher pelo mais rápido que você vai medir. Ecologia e meteorologia funcionam com uma leitura por minuto ou menos. Reações químicas e calorimetria pedem entre uma e dez por segundo. Movimento, colisões e som precisam de centenas ou milhares por segundo. Um equipamento que cobre a faixa alta serve também para a baixa, nunca o contrário.

O mesmo data logger serve para física, química e biologia?

Sim, desde que o sistema seja modular: o registrador é o mesmo e o que muda é o sensor conectado a ele. É a principal razão para escolher uma única plataforma em toda a escola em vez de equipamentos diferentes por departamento — um só software a aprender, sensores que se emprestam entre disciplinas e um único fornecedor a quem recorrer quando algo falha.

Os data loggers escolares precisam de calibração?

A maioria vem calibrada de fábrica e não requer ajuste para o trabalho em sala. As exceções habituais são os sensores de pH e de oxigênio dissolvido, cujos eletrodos se degradam com o uso e convém calibrar no início de cada unidade com soluções padrão. É um procedimento de poucos minutos que ainda ensina aos alunos por que um instrumento precisa de referência.

Procura um sistema de medição para o seu laboratório?

Ajudamos você a escolher o equipamento conforme as disciplinas que ensina e o número de estações necessárias, com capacitação docente incluída.

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