O que faz exatamente, em que se diferencia de um sensor e por que muda o que uma turma pode medir.
Um data logger é um dispositivo que registra automaticamente medições ao longo do tempo. Conecta-se a um ou mais sensores, faz leituras em um intervalo definido — de milhares por segundo a uma por hora — e guarda cada uma com o horário exato. No laboratório escolar substitui a tarefa de ler um instrumento e anotar o valor à mão: em vez de uma tabela de dez pontos tomados a olho, a turma obtém uma curva contínua que pode representar em gráfico e analisar.
Os três termos são usados como sinônimos nos catálogos e não são a mesma coisa. O sensor é o que mede. A interface é a caixa intermediária que conecta um ou vários sensores a um computador, mas não guarda nada sozinha. O data logger é o que registra e armazena, e pode continuar coletando sem estar conectado a nada.
A distinção importa na hora de comprar. Um sensor moderno de laboratório escolar costuma trazer o data logger incorporado: mede, digitaliza, armazena e transmite por Bluetooth ou USB sem nenhuma caixa adicional. Isso elimina o cabo, a interface e boa parte do tempo de montagem da aula, e é a razão pela qual os sistemas de sensor independente substituíram as interfaces multicanal na sala.
O sensor mede uma grandeza física e a converte em sinal; o data logger registra esse sinal ao longo do tempo e o armazena com sua marca de tempo. Um sensor sozinho dá um valor instantâneo, como um termômetro. O data logger é o que transforma essa leitura isolada em uma série que pode ser representada em gráfico. Nos equipamentos escolares atuais, ambas as funções costumam vir no mesmo dispositivo.
Nem sempre. Muitos equipamentos registram de forma autônoma e guardam os dados na própria memória para baixá-los depois, o que permite deixá-los medindo a noite toda ou em campo. Para ver e analisar os dados é necessário um computador, tablet ou celular com o software correspondente, embora na maioria dos sistemas escolares atuais baste um celular.
Depende do fenômeno, e convém escolher pelo mais rápido que você vai medir. Ecologia e meteorologia funcionam com uma leitura por minuto ou menos. Reações químicas e calorimetria pedem entre uma e dez por segundo. Movimento, colisões e som precisam de centenas ou milhares por segundo. Um equipamento que cobre a faixa alta serve também para a baixa, nunca o contrário.
Sim, desde que o sistema seja modular: o registrador é o mesmo e o que muda é o sensor conectado a ele. É a principal razão para escolher uma única plataforma em toda a escola em vez de equipamentos diferentes por departamento — um só software a aprender, sensores que se emprestam entre disciplinas e um único fornecedor a quem recorrer quando algo falha.
A maioria vem calibrada de fábrica e não requer ajuste para o trabalho em sala. As exceções habituais são os sensores de pH e de oxigênio dissolvido, cujos eletrodos se degradam com o uso e convém calibrar no início de cada unidade com soluções padrão. É um procedimento de poucos minutos que ainda ensina aos alunos por que um instrumento precisa de referência.
Ajudamos você a escolher o equipamento conforme as disciplinas que ensina e o número de estações necessárias, com capacitação docente incluída.
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